A estrada da vida de um cristão tem
diferentes etapas. Ao longo desta estrada, há placas sinalizadoras que avisam o
que vem pela frente, igual nas estradas comuns, quando são feitas longas
viagens e estas nos avisam de perigos, curvas, entradas das cidades, lugar para
abastecer, fazer refeições, pousadas, etc. Só entende quem conhece os códigos e
observa atentamente as indicações. Assim é toda a verdade deixada como marca e
ajuda, para um trajeto seguro nesta estrada, que todo ser humano percorre. À
verdade espiritual foi deixada para todos que quiserem fazer uso dela, porém é entendida em todos os seus aspectos por
justificados pela fé. Nem todos que professam o Cristo ressurreto, primam pelos
passos que seguem este processo: justificação,
regeneração e santificação. Apenas desta forma temos paz com Deus, acesso a
fé (crescente) e a graça, e por fim a esperança em Sua Glória.
“Tendo sido, pois, justificados pela
fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo, Por meio de quem
obtivemos acesso pela fé e a esta graça na qual agora estamos firmes; e nos
gloriamos na esperança da glória de Deus. Não só isso, mas também nos gloriamos
nas tribulações, porque sabemos que a tribulação produz perseverança; a perseverança,
um caráter aprovado; um caráter aprovado, esperança. E a esperança não nos
decepciona, porque Deus derramou seu amor em nossos corações por meio do Espírito
Santo”. Romanos 5: 1 a 5
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Parece bastante contraditório quando o
escritor aos Romanos diz gloriar-se nas tribulações. Mas, só as tribulações
produzem determinados frutos em nós. São elas que nos fazem correr na direção
de Deus. Se não fossem as benditas tribulações, as igrejas estariam vazias e o
povo não ouviria a Palavra, pois a nossa tendência é ter um amor
circunstancial. O povo reconhece que a solução para as suas tribulações está em
Jesus, então vai a sua presença por causa das necessidades imediatas e não por
amor. Vai a sua presença, por causa do poder que ele tem em decretar as soluções
e busca manipular este poder em causa própria.

As tribulações são necessárias, pois o
resultado delas, é a nota da integridade do nosso coração que vai em nosso boletim, para Deus. Deus é
o Senhor da nossa vida em qualquer situação? Jó disse a sua mulher: (em outras
palavras) Porventura, o meu Deus só me daria às bênçãos, sem nunca provar a
integridade do meu coração, permitindo o mal se cercar?
A tribulação produz perseverança
(paciência). V5
A firmeza em conservar os pensamentos
e a mente cativa a Cristo mantêm coeso, os sentimentos e proporciona inteireza
de coração. A perseverança analisa os caminhos do coração na sondagem que Davi
pediu ao Senhor: Sonda o meu coração e vê se há em mim algum caminho mau.
Ninguém persevera se não fizer
revisão interior e tomada de atitude em não desistir do objetivo de acertar o
alvo.
A perseverança nunca te desaponta,
mas te leva a outro nível.
A perseverança produz um caráter
aprovado. V4
Sou de um tempo, onde à palavra de
uma pessoa valia tanto quanto do que um pedaço de papel assinado. As famílias
primavam por ensinar a seus filhos a ser pessoas de bem, de forma que na
educação já ia formando um caráter humano digno. Quando somos recebidos por
Cristo, devemos passar por um processo de regeneração. Não para ser uma pessoa
“boazinha”, mas para assimilar o caráter de Cristo. Nós estávamos mortos
(espiritualmente) em nossos delitos e pecados. O messias, enviado por Deus para
resgatar o homem, possuí o caráter de Deus e é este caráter que você e eu
devemos assimilar. De nada adianta ter nascido num lar cristão, e aprendido a
Bíblia de capa a capa, se não formarmos o caráter de Cristo em nós.
O caráter aprovado é que conduz a
esperança. V4
Quando chegamos a um ponto de fé que
não mais desistimos (Jó), tendo perfeita comunhão com Deus, tendo deixado
(aborrecido) as coisas (transgressões) que nos afastam do nosso Criador, que
nos criou perfeitos a Sua imagem e semelhança, não mais nos decepcionamos com
nada. A confiança plena advém do amor derramado em nosso coração. V5 Quem tem o
amor de Deus enraizado em si através de Jesus, nunca perde a fé e a esperança.

Veja bem o que nos diz o texto de I João 4: 16
a 21.
“E nós conhecemos, e cremos no amor
que Deus nos tem. Deus é amor; e quem está em amor está em Deus, e Deus nele. Nisto
é perfeito o amor para conosco, para que no dia do juízo tenhamos confiança;
porque, qual ele é, somos nós também neste mundo. No amor não há temor, antes o
perfeito amor lança fora o temor; porque o temor tem consigo a pena, e o que
teme não é perfeito em amor. Nós o amamos a ele porque ele nos amou primeiro. Se
alguém diz: Eu amo a Deus, e odeia a seu irmão, é mentiroso. Pois, quem não ama
a seu irmão, ao qual viu, como pode amar a Deus, a quem não viu? E dele temos
este mandamento: que quem ama a Deus, ame também a seu irmão”.
Conhecer e crer no amor de Deus por
nós.
Deus é amor – essência.
Amor - Contêm ou está contido? O “contêm
e está contido” é que define o que “pertence ou não pertence”. O amor de Deus é
exato tal qual a matemática.
Confiança gerada pelo amor.
Amor perfeito, sem espaço para os
mais variados medos.
Amor sem culpas.
Podemos analisar várias partes desta
engrenagem maravilhosa que é o amor. Um pequeno texto com grande conteúdo. Mas,
a explanação, fica para matérias subsequentes... Como dizem nos filmes,
esta é, uma outra história...
Deus nos abençoe em SEU AMOR.
Denise F Passos